FW054

FW054

Aventura Interior – The self-adventure Aventura Interior – The self-adventure Mergulhado, afundado, ao longe um vão de escada rangem os degraus metálicos um trapo de limpeza, um balde no chão, quadrados em mármore, nas paredes unidas em quatro, um gota-a-gota cai e na profundeza, levemente, alguém agita o andar luz fosca, desamparada, um só entupir da superfície um raio de luz com efeito de sombra, reflecti- do no vidro um rosto, um olhar ao estilhaçar, um só mergulho, naufragado, emergente a bóia que me salva do sufoco, louco, evadido e perdido entre estrelas e o vazio de abismo virtude em termos de atitude, em plenitude do sofrer e ser, antes de temer, então largo o piano na estrada descida sobrevoa o alcatrão o piano estava no chão e então que toca o primeiro som, a primeira imagem o som do eco profundo do vazio de uma barbatana que nada em água, finalmente salto, encorpado de mo movimento e tudo o que sopra e é arrastado, para uma ilusão desvaneceste, era diferente, por um momento num oceano de profundez, líquida e salgada a escrita do lápis sem cor, era um actor o espectáculo culmina em festa de um presente que me deixa contente, um pijama na cama, um leito derramado efervescente e diferente, era uma imagem sem paisagem, tudo de uma inalação, alteração da percepção, e a transmutação era evidente, sem rasgos, sem linhas, sem normas, sem algo faltando tudo no nada, um conto, que não cresce não aparece, dificilmente se narra e estamos atados, verdade, correntes e cadeados por todos os lados uma fisga, um alvo e fica-se estupefacto como uma seta sem alcance, um laço num nó uma escrita derramada, incontinente, uma escrita borrada, nunca apagada, tudo o que via queria e quem tem queria sempre ter, e no fundo não passaria de um ser, cortante e laminada a áspera barba, um só bigode, um cabelo, um e mais um de cada rosto, um toque, de cada insolvência seu pecado, de sua intemporalidade até ao presente e eis que totaliza só e só um pano no seu balde, uma gota no oceano, um fio amarrado e uma escrita violada e dilacerada, trechos somente textos em papel uma noite brilhante feito de um instante um sol irradioso e caloroso, uma telha luminosa e um espelho para ver diferente, então da leve ilusão, a gota que caía no chão e tudo sem um não, então saía à superfície a leitura de uma ternura em que o pano abafando de um mergulho se estende à razão e vem tudo à questão, o brilho a intensidade da sensação da situação fica evidente que após profanada e acorrentado se torna livre de qualquer arbítrio ou sinalização…uma janela aberta em cortina fechada um ver o teatro do próprio palco uma prancha, um nadador-salvador, eis a fortuna, salvo, então na areia estendido, vi terra e vivi, desde aí o momento do mergulho, todo o orgulho incandesce e descíamos ao fundo de um mundo, de ver uma simples canção, torná-la em satisfação, de repente um golpe, uma visão, todos vivemos a realidade de uma entre outra premonição algo que iria acontecer e iria suceder o espasmo do liberto e desperto para o ser que sente e de uma letra de um soneto nunca perfeito de uma rima desanexada, corria uma só frase daquela fase, portanto onde iríamos sem sairmos e onde estávamos sem entrar, na linha do desaparecimento misterioso um pó na sujidade um ponto de verdade na ilusão de toda imaginação então explode o cometa, e neste planeta viver nem sempre é treta, com uma base suspeita a intriga estava montada, o plano não aborta então oiço uma voz absorta, e o uivo da letra é lobo da história, da perfeição à destruição era contido um foguete num estrelar à beira-mar tão esquisito aquilo que já fora dito e começo a descer a escada no vão do vazio um só largar de um degrau, então o corrimão de metal era automático e só um pé no rio, descalço e frio, tudo o que não parece é por ser tudo desaparece e esvanece. Todo o universal é tal e qual, então só uma língua, numa boca aberta pelo prazer sedento de te beijar eis que beijo e desejo, um trincar do teu olhar quando na viagem do teu barco encostar e um ver com verdade uma coisa, que não é irreal mas sim um imaginar, do teu nariz petiz um quente de sensação, e voa e conquista plutão, com o coração uma pedra no charco uma vida separada um retrato nem sempre fotografado eis que a loucura ia ter uma sanidade mental ia ao ponto onde tudo criara e de um beijo solto à espera de se prender, com uma força só do existir, com uma convicção, sempre amarrada ao seu coração, uma vontade de bombear e de um fluxo se imagina a corrente em que o caixote eram quatro paredes e um olhar de um filamento sem razão à espera de se iluminar a força, que não teme, não vence, nem perde, é a vontade de criar e do vago mar com um pincel pintar todo o alfabeto com cada cor, a sua sílaba e a força, culmina na vontade de ir e ir e deixar-se ir, sobretudo construir um castelo na pedra sob a cascata e o rio na corrente levar tudo em frente, sobretudo tinha algo na mente, muito diferente do igual e um simples conto da viagem, da sã virtuosidade do que não se vê mas se propaga então subi mais um degrau ainda a escada andava para trás no avanço de um passo e um levitar e só um tentar subir cada degrau a seu firme e convicto ar de imaginar o piano que se partiu no chão do alcatrão só tinha uma tecla, e não era dó nem ré era ter fé no acreditar sempre um divulgar de estar e conseguir só mais um instante perfumado da paisagem quente no brilho do mar vejo-te a amar, no meu mergulho, foste a minha bóia no naufrágio o meu barco no pano lavado que limpa o piano montado numa sala de estar onde ninguém queria estar e eu só queria era lá entrar então na porta estava a saída de tudo o que imaginará e nunca aprofundará, era o desejo de te ter num laço o coração e a teu par, ele tudo bombear e então o turbulento, é menos sensato e no acto do bombardeamento já era acontecimento da guerra pela paz tudo unido com vário sentido um partir no ir e expandir o que voltava e depois o pássaro que canta e encanta só hoje aprendeu a sua música nas letras, todas ordenadas sem coordenada a tarefa era trazer e no fim temer não crer e enfim não voltar essa viagem de todo o percurso já era profundidade da gota no telhado, da janela entreaberta e do frio, no escuro de um acto de um facto, nunca acontecido mas relatado e supõe-se inventado para ser pensado aquele emergir era só desabafar aquela água era só sede do teu beijo num desejo só a ti tocar e o piano era parte de um plano para te tocar a nota que te conquistará um sentir aguçado uma lâmina sem corte era uma escrita forte que não golpeará o já sentido uma amarra na noite solta de estrelas uma viagem sobre o futuro que não chegará, o presente diferente do passado e era o golpe, era só uma história que tudo profanava e no fim deixava o que vinha de plutão para, escrever só o amor de um só coração entre dois muros impossíveis de saltar, onde a cerca nada afastava, num círculo aberto, de um quadrado rectangular aquele nó aquele aperto, do sacudir o pó e ver o piano só tocar no teu dó e no quarto escuro de uma imagem fotografada, pela película do rolo, pequenas imagens, em tons de fragmentos vejo que és tu reflectida num pedaço em que tudo se une porque te quero, reflectida à minha imagem, só tu és a moldura do espelho. Immersed, sunk in the distance a set of stairs Gnash the metal steps A cleaning rag, a bucket on the floor, squares, marble walls uni- of four, a drop by drop and fall into deep, slightly, someone shakes the floor Dim light, helpless, a just clog the surface A ray of light with shadow effect, reflected in the glass-a face, a look at the shattering, just a dive wreck, a buoy emerging that saves me from suffocation, crazy, escaped and lost Between stars and the emptiness of the abyss Virtue in terms of attitude, in the fullness of experience and being, before fear, then off the piano On the road passes through the lower tar The piano was on the floor and then touching the First sound, the first image the sound of the deep echo of emptiness that nothing of a fin In water, finally jumping bond mo- ment And everything that breathes and is dragged to a fading illusion, it was different, for a moment Profundez an ocean of liquid and salt writing pencil without color, was an actor The show culminates in celebration This one makes me happy, pajamas in bed, a bed shed Fizzy and different, it was not a landscape image, all inhalation, alte-ration of perception, and the transmutation was Clearly, no tears, no lines, no rules, without something missing everything in nothingness, a tale that not grow There appears, hardly tells us we are bound and, indeed, chains and padlocks on all sides A slingshot, a target is stunned and is like an arrow without effect and a tie in a knot A writing shed, incontinent, writing a blur, never cleared, all I saw wanted And who has always wanted to have, and the bottom would not be a sharp, cutting and rolled rough beard, a mustache just a hair, and another one Of each face, a touch of each insolvency Their sin, their timelessness to the Present and behold, only a total and only a rag in his bucket, a drop in the ocean, a wire tied and a written raped and torn apart, stretches Only texts on paper A brilliant night made an instant A sun radiating warmth and a tile-lumi nosa And a mirror to see different, then the slight illusion, a drop that fell on the floor And all without a no, then went to the surface Reading a tenderness in the tab-rag Fando A dip extends to reason And everything comes to the question, the glow intensity The feeling of the situation is evident that after desecrated and chained becomes free from any agency or signaling … An open window curtain closed on A view of the theater stage itself A board, a lifeguard, that is the fortune, saved, then extended in the sand, I saw the earth and lived, ever since the time of the dive, all pride Glows and we went down to the bottom of a mun-do, to see just a song, make it in satisfaction, Suddenly a blow, a vision, we all live the reality of a premonition of something else would happen and would happen The spasm of liberated and awake to the being who feels and a letter From a sonnet never perfect Desnexada of a rhyme, ran a single sentence From that stage, so where would we Without going out and where we were Without entering, in line with the disappearance mysterious A powder in a dirt spot Illusion of truth in the whole comet explodes the imagination then, and live on this planet is not always bullshit, with a base suspicion The plot was set, the plan does not abort Then I hear a voice absorbed, and the howl of a wolf bill in history, the destruction of perfection was contained A rocket in a star beachfront So weird what had been said And I start to go down the stairs in the void A single drop of a step, then the metal rail was automatic and only one foot in the river, barefoot and cold, all that is does not seem to be Everything fades away and vanishes. All such and which is universal, then only one language, a mouth open for the pleasure-hungry kiss Behold kiss and desire, a bite of your eyes When your boat trip in touch And one really do with something that is not unrealistic but a guess, your nose petiz a hot sensation, and flies and conquer Pluto, his heart A stone in the pond A life apart A portrait is not always photographed Behold the madness that was going to have a sanity Went to the point where everything created and released a kiss waiting to be caught with a force Only from there, with a conviction, always tied to his heart, a desire to pump and From a current flow is thought In the box were four walls And a look of a filament for no reason just waiting to light up the strength, not fear, not wins or loses, is the will of create and vague Sea with a brush to paint the entire alphabet with each color, its syllable and strength, culminating in the desire to go And go and let yourself go, especially to build a castle In the stone under the waterfall and the river In the current carry it forward, par-of had in mind something very different from the equal and a simple tale of the journey, the sound of virtuosity Is not seen but spreads So I climbed one more step Still went back downstairs In advance of a step and a levitating And only one trying to climb each step to its firm and confident air of wonder The piano broke down Tar Just had a key, and it was not a defendant was not sorry to have faith to believe in a promotion from being always and only get an instant Fragrant landscape in warm glow of the sea you see the love in my dive, you were my buoy In my boat sinking Washed clean cloth in which the piano is mounted on a living room where nobody wanted to be And I just wanted to get there Then the door was the exit From all that and never will further imagine, was the desire to you have in the heart loop And your partner, it all pumping And then the turbulent sensible and is less in the act The bombing was already happening From war to peace Everything together with various direction One from the go and expand it and then returned the bird that sings and enchants just today learned their song In the lyrics, all sorted without coordinated The task was to bring and end to fear and not believing I fail to return This trip around the course was already Depth of the drop on the roof, the window ajar and the cold, the dark of an act of a fact, but it never happened and reported it is supposed to be invented thought That was just emerging vent That water was only a seat of your kiss I wish you only play the piano It was part of a plan for you to play the note that you will conquer A keen sense a blunt blade It was not a written that strike the strongest ever felt A loose tie on the night of stars A trip on the future That will not come, this differs from country-tle and was the coup, was just a story That all desecrated and left at the end What came in to Pluto, the only write Love of one heart Between two walls impossible to jump, where the fence Nothing away, in a wide circle, a square rectangular That node that pinch of dust off and see the piano playing alone in your pity and fourth Dark a picture taken by the Standing lícula-roll, small images, in shades of fragments I see that you are the piece that reflected on It all comes together because I love you, mi-nha reflected the image, you alone are the mirror frame

Leave a Reply

Your email address will not be published.*